Entrevista com o lutador Guilherme Faria.

Por: Gilberto Ragonha / Editor

Gilberto Ragonha – Você é natural de qual cidade/estado?

R: Sou natural da cidade de São Paulo, minha família toda é de lá. Porém, quando tinha 6 anos de idade, meus pais se aposentaram e mudaram para Limeira, e desde então eu moro aqui. Por isso, como estou a um bom tempo aqui, já me considero um cidadão Limeirense.

Gilberto Ragonha – Antes das artes marciais, você praticou ou teve prestígio por algum outro esporte? Qual? Praticou por muito tempo?

Guilherme Faria – Na escola eu costumava jogar futsal e vôlei, mas eu nunca tive talento pra nada que fosse relacionado ao esporte, sempre fui um desastre e nunca me destaquei em nenhum outro esporte. No futebol, eu era um“perna de pau”, ruim demais, no vôlei também! Então, eu nunca tive talento e, também, tinha vergonha por ser ruim em qualquer atividade, então eu ficava só assistindo. Por isso, nunca tive sucesso em nenhum esporte, até conhecer as artes marciais.

Gilberto Ragonha – Como tudo começou? Como surgiu o interesse pelas artes marciais e qual você começou primeiro?

Guilherme Faria – Quando mudamos para Limeira, fui matriculado numa escola pública no bairro CECAP chamado Ataliba, e nessa escola eu sofria muito bullying porque eu era muito tímido e tinha vergonha de conversar com qualquer pessoa, usava óculos daqueles fundo de garrafa, pois tenho miopia e era muito magro, então todo mundo me “zoava”, e isso piorou no ensino fundamental, quando tinha uns 10 anos de idade.

Até que um dia eu decidi encarar um menino que pegou o meu material e me empurrou, e eu revidei empurrando ele, e eu nunca tinha feito isso. Foi quando ele me bateu na frente da escola toda e eu não fiz nada com medo de apanhar dos amigos dele também. Cheguei em casa nesse dia, não falei pro meu pai e nem pra minha mãe, mas cheguei chorando e fui pro meu quarto, e eu assistia muitos filmes de luta naquela época, o que me fez gostar de luta e me veio à cabeça a vontade de treinar.

Lembro de pegar a lista telefônica e procurar por uma academia para treinar, e liguei pra primeira propaganda que apareceu na lista, que chamava “Academia Tigers”, que tinha aulas de Karatê, Judô, Jiu-Jitsu… aí eu falei: “Eu quero treinar lá!”, e fiz a cabeça do meu pai para ele me colocar pra treinar lá. Meu pai então me levou lá, e observamos que o único horário de aulas que batia com o meu, era o horário do Karatê, e foi aí que tudo começou. A aula era de Karatê Shotokan, e meu primeiro professor foi o Carlos Roberto da Cruz, um grande professor que hoje é meu grande amigo, e hoje treina Muay Thai comigo.

Então foi assim que tudo começou: Eu sofria bullying e comecei a treinar, e quando comecei a treinar o meu objetivo era aprender só pra poder bater naquele menino, mas conforme fui treinando e aprendendo a essência da arte marcial, isso saiu da minha cabeça.

Fiquei mais centrado, fui perdendo a vergonha, melhorei meu relacionamento com as pessoas, melhorou minha vida no geral, porque as pessoas começaram a me respeitar porque sabiam que eu treinava.

Como você poderia descrever sua trajetória do inicio da pratica do esporte a os dias atuais? Resumindo, eu comecei a treinar Karatê com 10 anos de idade até os 12 anos, onde participei de apenas uma competição juvenil e acabei sendo desclassificado por usar excesso de força, e na minha modalidade isso não era permitido, por isso fui desclassificado. Eu gostava muito do Karatê, porém a academia fechou e foi a partir disso que conheci o Muay Thai, através do professor Wagner

Um comentário em “Entrevista com o lutador Guilherme Faria.

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    maio 28, 2020 em 8:10 am
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    Muito boa entrevista, gostei, valeu Gilberto.

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