CORONAVIRUS – GOVERNOS – POPULAÇÃO – IMBRÓGLIO DE INTERESSES CONTRARIADOS.

Com a ascensão de contaminação de pessoas pelo coronavirus, na Europa, Ásia e América do Sul, e por ser uma doença, sem vacina, nem tampouco com remédios para combater a pandemia que se alastrava de forma geométrica e exponencial, o pânico espalhou-se entre os governos e a população.

Contaminação de milhares de pessoas, mortes em grande escala e a solução inicial proposta pela Organização Mundial Saúde, da ONU foi o confinamento total da população, ficando aberto somente setores primordiais para a população (Supermercados, farmácias, etc).

Mas a economia, já combalida em todo o mundo, e estava em estágio de recuperação lenta, foi atingida em cheio, principalmente pelas pequenas e médias empresas, varejistas, autônomos, feirantes, prestadores de serviços que de certa forma empregam em torno de 60% da forma de trabalho dos países.

Os governos ficaram em uma situação de julgamento de Salomão : combatia-se a pandemia, com total restrição de pessoas nas ruas, para tentar parar sua alastramento ou salvar a economia combalida e desemprego que os países se encontravam. A questão ficou Shakespiriana: Ser ou não ser, eis a questão.

E no Brasil, como não poderia deixar de ser, o antagonismo político, em todas as esferas, logo se fez notar : O Governo Federal, edita uma medida, O Governo Estadual edita outra e os municipais, mais frágeis, são obrigados a cumprir os decretos das estâncias superiores (Estaduais). A economia entra em pré-recessão, o pânico se espalha, com pessoas que vivem de suas vendas do dia a dia para sobreviver, pequenas empresas que não possuem capital de giro para sobreviver em médios períodos sem vendas e empregados que entram em estado de letargia, ao pensar que seus empregadores vão iniciar as demissões por estarem em casa cumprindo a quarentena impostas pelos Governos de esferas superiores.

Alguns países adotaram a quarentena vertical, ou seja, apenas ficam isolados os possíveis cidadãos com forte possibilidade de contrair e entrar em óbito pelo coronavirus: os idosos acima de 60 anos e as crianças pequenas (entre 1 e 6 anos), O Japão tem adotado esta medida, a vertical.

Mas países como EUA, Inglaterra, Alemanha, França, Itália, Espanha, como os números de contaminação e mortes, adotaram a quarentena total. Mas suas economias são fortes e seus respectivos governos, despejaram bilhões de dólares e euros, na economia, suprindo pagamentos aos empregados, financiamento suas empresas durante o período da pandemia, e este colchão financeiro, deu tranquilidade aos empresários e seus funcionários, neste período inicial da pandemia.

Agora, por incrível que pareça depois dos governadores se unirem e pressionarem o Governo Federal, à respeito de darem suporte aos Estados e as pequenas e médias empresas, o Banco Central, a Caixa Econômica Federal, o Ministério da Economia, saiu da letargia em que se encontrava e liberou créditos para os Estados, suspendeu os pagamentos dos empréstimos Estaduais por três meses e instituiu créditos para as pequenas e médias empresas o pagamento de suas folhas de pagamento, através de um empréstimo subsidiado (3,7% a.a.), com 24 meses de prazo para inicio dos pagamentos, deposito a ser feito direto na conta dos empregados, liberando os saques do FGTS, para irrigar a economia nacional.

Governo Federal, com liminares expedidas pelo STF suspendeu o pagamento da divida dos Estados com a União, pelo período de seis meses. Até o presente momento, 07 estados foram contemplados pela medida.

Os autônomos, feirantes, esteticistas, trabalhadores informais, são agraciados com vouches mensais no valor de R$ 600,00 e quando a mulher for a principal provedora da família o valor sobe para R$ 1.200,00 e mais R$ 500,00 por filho morador da residência.

A congresso nacional, suspendeu a medida que o Governo Federal, tivesse que respeitar o valor determinado de medida fiscal, podendo emitir títulos do tesouro para bancar as dividas futuras, das ações governamentais.

O Banco Central, diminuiu a retenção dos valores depositados dos Bancos da iniciativa privada, para que disponibilizassem empréstimos a valores mais baixos as pequenas e medias empresas para capital de giro, para que também fizessem suspensão de pagamento de parcelas e financiamento e empréstimos, inclusive de cartão de crédito, pelo período de três meses. Governos já postergaram recolhimento de alguns impostos, contribuindo parcialmente com a economia de guerra que se instalou no país (muito pouco, quase nada).

Já a determinação da quarentena vertical, por ser de saúde pública, tem de vir através de um Decreto Presidencial, que sobrepõe a todos os outros governos em vigência. Os negócios teriam um respiro financeiro, mas em ternos de saúde pública, se a disseminação, entrar em calculo exponencial, todos perderíamos e não haveria hospitais, medicamentos, leitos, etc e quem seriam os culpados?. Qualquer decisão exige amplo estudo de todas as variáveis, calcados em estudos acadêmicos e estatísticos, para que não sejamos empurrados para um precipício ou de saúde pública ou de economia e sobrevivência da população. Temos de ter discernimento em qualquer medida a ser tomada, pois os políticos pensam somente em si próprios, na eleição e na manutenção de seus privilégios, pois somente a iniciativa privada fui solicitada para dar sua parcela de contribuição nesta pandemia e quando eles vão dar sua parcela de contribuição?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *