Quem fez minhas roupas – #quemfezminhasroupas

Não é só de criatividade e inspiração que se faz moda, mas todo o aspecto relacionado à marketing, empreendedorismo e sustentabilidade. Em muitos lugares do mundo, a fabricação de roupas e acessórios é comercializada com bastante mérito e respeito, mas já parou para pensar em quem faz suas roupas e quais são as condições de trabalho dessas pessoas?

Dia 24 de abril de 2013, ocorreu uma tragédia em que sensibilizou o mundo da moda. Um desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh, causou a morte de 1.134 trabalhadores e 2.500 feridos da indústria da confecção. O que mais chamou a atenção foi que as vítimas trabalhavam em condições inumanas, análogas à escravidão, para marcas mundialmente renomadas.

Após essa sensibilização, o conselho global de moda, criou o Fashion Revolution, movimento sem fins lucrativos, com um único propósito de conscientizar as pessoas sobre os impactos socioambientais, conscientizando ao consumidor refletir sobre a trajetória de suas roupas e celebrar as pessoas que fizeram parte na montagem, que são muito importantes. Essa ação possui também o intuito de promover a sustentabilidade e transparência das confecções.

No Brasil, o movimento ocorre há 5 anos e em 2018, foram aproximadamente 23 mil pessoas envolvidas, em 47 cidades. No mundo, já são mais de 100 países unidos por uma única causa. A semana do movimento se iniciou no dia da Terra, 22 de abril até dia 28, com alta conscientização, disponibilizando muitas palestras, workshops, rodas de conversas, exibição de filmes, promovendo diálogos sobre o comportamento dos consumidores, empresas e profissionais e possíveis mudanças que auxiliem. Lola Young, criadora do Grupo Parlamentar de Todos os Partidos sobre Ética e Sustentabilidade na Moda no Reino Unido, garante que “O Fashion Revolution promete ser uma das poucas campanhas verdadeiramente globais a surgir neste século”. A campanha conta com a hashtag #quemfezminhasroupas e pode ser utilizada em qualquer época do ano.

Dessa forma, uma questão surge, será que o que há descrito em uma etiqueta é de confiança? De fato, são poucos consumidores, ainda, que se preocupam com isso. E muita gente não sabe como descobrir se uma peça foi feita de forma ética ou não.

 

 

Com esse propósito, um botão sorridente, representando uma carinha, promete tornar essa distinção bastante simples. O Fair Button desenvolvida pelo WFTO (World Fair Trade Organization), Red Fuse e VMLY&R, tem como objetivo uma rápida identificação sobre a ética das confecções. A WFTO aponta que, no mundo, há mais de 250 milhões de crianças realizam trabalhos análogos ao escravo. E no Brasil, são cerca de 2,7 milhões de crianças trabalhando. E quem mais emprega está mão-de-obra é a indústria da Moda.

 

 

A coleção de inauguração utilizando o botão, contou com aproximadamente 20 peças desenvolvidas por diversos designers, foi lançada em 16 de abril, Dia Mundial de Combate à Escravidão Infantil.

 

 

Agora, marcas que cumpram com esse compromisso incentivando a produzir de maneira ética, exigindo transparência e combatendo a exploração infantil, serão certificadas e podem encomendar o botão. As primeiras foram a Artesol, Parceria Total e a Bio Fair Trade, que garantiram a sua certificação. Parte do lucro proveniente das vendas é revertido para doações. A Fundação Abrinq foi a primeira instituição beneficiada.

Para saber mais sobre os itens disponíveis, estão à venda aqui.

 

Fontes: https://www.fashionrevolution.org/south-america/brazil/, http://www.fairbutton.com/

Foto da Capa – Fashion Revolution / Foto Divulgação

 

 

 

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