Onda high tech: é possível viver sem tecnologia?

A tecnologia vem mudando hábitos. São mais de 250 milhões de celulares no Brasil, e quase 50 milhões com acesso a internet.
Você está achando esses números errados, você está com toda a razão, esse números são de 2012, essa reportagem do Alan Severiano, foi ao ar no dia 25/07/2012, pelo Bom Dia Brasil, da Rede Globo. Caro leitor, você notará como essa reportagem é atual, mesmo tendo 6 anos, como segue abaixo.
Por, Alan Severiano – São Paulo, SP

Tem uma coisa que não falta no país inteiro. Para onde se olha tem alguém conectado a algum aparelhinho. É o celular, tablet e computador portátil: tudo ao mesmo tempo. É normal? É saudável? É possível viver de uma forma diferente?

Nas ruas, as pessoas acham difícil. “Não ficamos mais sem celular, sem internet e sem estar conectado”, afirmou uma mulher. “Fico praticamente um tempão conectado”, confirmou um jovem. “Hoje você tem tudo no smartphone. Então, o mundo de verdade, está difícil de conciliar uma coisa a outra”, disse um homem.

O mundo cabe na palma da mão. E é entorno da tecnologia que a vida de Gustavo Café gravita. “A quantidade de informações que você consegue é impressionante”, apontou.

Link para o vídeo da reportagem.

É com o celular inteligente que ele acorda. Companheiro inseparável, o aparelho tem um programa que lembra até a hora de tomar água. No trabalho, a atenção é dividida com um computador de mesa e o tablet, e não raro usa mais de um ao mesmo tempo.

E se amigo é para todos os momentos, foi pelo celular que ele aprendeu a dar nó na gravata, minutos antes de ser padrinho de um casamento. “Eu parecia um louco na frente da igreja, com o celular em uma mão e tentando dar o nó, mas deu certo no final”, disse o analista de marketing.

O consolo é saber que Gustavo não está sozinho. “Sou dependente do celular e não gostaria de sair dessa dependência. Estou feliz assim”, falou Beatriz Ambrósio.

Já são mais de 250 milhões de celulares no Brasil, quase 50 milhões com acesso a internet, isso sem contar os computadores ligados a rede sem fio. A tecnologia mudou hábitos.

“O meu filho reclama, diz que tem um pai virtual. Ele estava querendo uma mochila nova, eu pedi que me mandasse um link da mochila, para que eu comprasse via internet e já mandar entregar em casa”, conta Jeverson Alves, gerente de telecomunicações.

É um fenômeno recente, ainda pouco estudado, típico de uma sociedade que acredita que, quanto mais informado, mais bem sucedidos serão as pessoas na vida pessoal e na vida profissional. A questão é saber até que ponto tanto estímulo faz bem ao cérebro.

“Uma linha de pesquisa vai dizer que, a partir do momento que você se volta demasiadamente para a tecnologia, na verdade você estaria perdendo muitas experiências fundamentais para sua formação. A outra linha vai dizer que sim, é muito positivo, na medida em que eu estou sendo bombardeado de muitas informações com capacidade de ser multitarefas. Vai haver um aumento no QI dos jovens que desfrutam desta tecnologia. É ótimo, é maravilhoso, desde que você não fique escravizado por ele”, esclareceu Cristiano Nabuco, psicólogo.

Na PUC de São Paulo os psicólogos atendem pela própria rede os dependentes de internet. Entre os inúmeros pedidos de ajuda que chegam por e-mail, um chamou a atenção. “Uma mãe de um adolescente dizia que este menino não saia mais da frente do computador nem para ir ao banheiro. Ele mantinha um baldinho próximo do computador”, Rosa Farah, psicóloga da instituição.

A psicóloga explica que, quando a dependência é muito forte, a principal consequência para os adolescentes é a queda do rendimento na escola. Os adultos costumam ter problemas no trabalho e no relacionamento conjugal, mas nem tudo é motivo para preocupação.

Pesquisas internacionais mostram que 10% dos usuários de internet passam por um período de sedução, que vicia, mas é transitório. “Tem muita coisa saudável desse uso, e muito desse encantamento traz benefícios. É muito lúdico também lidar com esses aparatos. A recomendação é que se tenha bom senso e autocrítica”, disse Rosa Farah.

Conclusão, o que mudou nesses 6 anos, foram os números acima descritos e a eterna evolução da tecnologia.

Fonte: Alan Severiano / Bom Dia Brasil / Rede Globo

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